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A importância da prevenção na Medicina Veterinária.

  • Jun 6, 2016
  • 3 min read

VETdom

A Medicina preventiva é sem dúvida um dos maiores desafios na Veterinária.


Como todos sabemos os nossos animais não têm a capacidade de se expressarem ao ponto de nos avisarem com clareza de situações patológicas, principalmente num estado inicial, que com o passar do tempo podem vir a pôr em sério risco a vida do mesmo.


Desta forma, procedimentos tais como a vacinação, desparasitação e protecção contra as patologias mais comuns de cada zona devem ser levadas a cabo de forma regrada e estabelecida pelos Médicos Veterinários.


Quanto à vacinação, a única vacina obrigatória por lei a todos os canídeos domésticos no nosso país é a vacinação antirábica, que deve ser administrada entre os 4 e os 6 meses de idade, juntamente com a aplicação do Microchip. As outras vacinas mais comuns, que podem ser administradas a partir das 5­6 semanas de idade nos cães, são as chamadas vacinas das doenças infecciosas, que consoante a marca, podem incluir a hepatite infecciosa, parvovirose, esgana, leptospirose e tosse do canil.


No caso dos gatos a vacinação anti­rábica não é obrigatória, estes devem ser vacinados a partir das 8 semanas com uma vacina que inclua a calicivirose, rinotraqueíte viral e panleucopénia felinas. Nos gatos outra vacina muito importante é a da leucemia felina que é facilmente transmissível pelos chamados "gatos de rua" onde a sua prevalência é substancialmente mais elevada.


Quanto ás vacinas necessárias segundo a zona onde se encontra o animal, podemos referir a que mais utilizamos na nossa zona, depois das mencionadas anteriormente, que é a vacina da Leishmaniose. Esta patologia é transmitida por intermédio de um mosquito que está mais activo durante os meses de Junho a Outubro e não tem qualquer tipo de tratamento totalmente eficaz.


A desparasitação tanto externa como interna assume um papel importantíssimo na Medicina Preventiva, pois os ectoparasitas como as pulgas e as carraças podem ser vectores de hemoparasitas que provocam a mais comunmente chamada "febre da carraça" que se assumem de extrema gravidade para a saúde do animal e podem também afectar com gravidade o ser humano. Para controlar estes ectoparasitas nos nossos animais existe toda uma panóplia de produtos, desde as simples pipetas com duração de um mês, até aos mais evoluídos comprimidos com duração de 1 ou 3 meses, passando pelas tradicionais coleiras e sprays.


A desparasitação interna deve ser feita no máximo de 4 em 4 meses de forma a quebrar o ciclo dos parasitas mais comuns que podem viver nos nossos animais. De referir que um animal que é parque, através da ingestão de ovos de parasitas. De forma a que esses ovos não cheguem à fase adulta que é prejudicial para o nosso cão ou gato devemos interromper o seu ciclo de vida através da administração destes comprimidos, pastas ou pipetas e assim manter o animal livre das formas adultas destes parasitas.


Um dos produtos mais evoluídos no controlo e na prevenção de doenças bastante frequentes no nosso país e que comprometem de forma séria a vida dos nosso cães é a injecção anual contra a Dirofilariose ou "verme do coração" que proporciona uma protecção anual extremamente eficaz contra este parasita.


Em jeito de conclusão, podemos afirmar que o bom Médico Veterinário e o bom dono não é simplesmente aquele que trata o seu animal mas também o que executa uma boa prevenção, atempada e de acordo com a zona onde este está inserido.

Francisco Freire Gameiro

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