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Poema Dançante

  • Jul 7, 2016
  • 1 min read


Foste...antes de teres chegado. Chegaste ao meu coração antes de teres entrado onde estava.

Vi-te sem te ver e reconheci-te mesmo assim.

Ressonâncias implacáveis que não nos dão espaço a questões menos relevantes.

Dão espaço ao sonho e à magia do desconhecido mas reconhecido.


As asas do tempos mexem-se sem linha temporal, trazem de trás o ressoar antigo, ouve-se lá à frente o som do sino perdido.

E os sinos tocam quando o ferro se toca.

Quando o ferro se toca há som, quando há som há vibração, nesta vibração há música. Música que ama sem saber se pode amar.

Música que canta sem saber rimar.

Cantar a voz dos sinos que vibram ao toque...e à presença.

A música não pára... a vibração não pára...o ressoar continua...eternamente.

Vem... dança comigo.

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